Quercus lança em Coimbra campanha para a reciclagem de rolhas de cortiça

A reciclagem de rolhas de cortiça para criar bosques foi o mote de uma campanha nacional hoje lançada em Coimbra pela organização ambientalista Quercus, a que se associam empresas para tornar o projecto financeiramente sustentável. Hoje comemora-se o Dia Internacional da Terra.
Em Portugal, 300 milhões de rolhas por ano entram no mercado e a ideia é, gradualmente, ir alargando o sistema de recolha para que se evite a produção de dióxido de carbono (CO2) com a incineração desse resíduo, e se transforme novamente em matéria-prima com ganhos económicos investidos em plantar e cuidar de novas árvores. Paulo Magalhães, da Quercus, adiantou que, no primeiro ano, se pretende atingir uma recolha de dez por cento das rolhas que entram no mercado, no âmbito de um projecto que visa plantar e cuidar de um milhão de árvores em cinco anos. A campanha de recolha em estabelecimentos de restauração foi hoje lançada simbolicamente no Restaurante Alfredo, em Coimbra. A partir de 5 de Junho, os cidadãos passam a dispor de pontos de recolha nos hipermercados Continente, e posteriormente também na cadeia Modelo. Com esta campanha pretende-se igualmente criar cem novas reservas biológicas, cuidar de dois mil animais nos centros de recuperação, proteger 50 hectares de zonas húmidas e restaurar dez quilómetros de rios e ribeiras. No lançamento da campanha estiveram presentes a coordenadora nacional do Comité Português para o Ano Internacional do Planeta Terra, Helena Henriques, e representantes das empresas Biological e da Corticeira Amorim. A Biological, que se tem dedicado à recolha de óleos alimentares usados, para reciclagem, dispondo de nove mil pontos no país, vai participar no projecto recolhendo e transportando gratuitamente as rolhas, revelou o representante da empresa Paulo César. A Corticeira Amorim vai receber as rolhas e integrá-las no circuito de produção como matéria-prima para outras finalidade, incorporada em diversos materiais, nomeadamente para pavimentos e revestimentos. "Ninguém faz isto por negócio. Insere-se no âmbito da responsabilidade social da empresa, numa lógica de sustentabilidade social. É por isso que nos associamos", declarou Francisco Carvalho, da Corticeira Amorim. Na sua perspectiva só é possível conseguir receitas para a Quercus desenvolver actividades de preservação ambiental devido ao sistema que foi montado, em que cada parceiro participa na recolha de forma gratuita. Segundo Paulo Magalhães, com esta campanha a Quercus, pela primeira vez, aplica as receitas conseguidas directamente em acções na natureza - a plantar e cuidar de um milhão de árvores em cinco anos e a recuperar animais e reservas biológicas

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