Está a aumentar a venda de oliveiras centenárias. A maioria das árvores acaba a embelezar jardins de França e do Dubai

Oliveiras centenárias para jardins de França e Dubai
Está a aumentar a venda de oliveiras centenárias. A maioria das árvores acaba a embelezar jardins de França e do Dubai. O fenómeno está em crescendo e pode tornar-se um problema sério na região. As oliveiras centenárias são uma marca da paisagem associada ao olival tradicional.A Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) reclama medidas para a defesa das oliveiras, desde que tenham mais de 50 anos, como medida de protecção do olival tradicional da região. Estas árvores não dispõem de nenhum tipo de protecção especial e a grande parte parte das que são vendidas na região têm entre 80 e 100 anos.António Branco, presidente da AOTAD, advoga que as zonas de oliveiras centenárias deviam ser áreas de protecção contempladas nos Planos Directores Municipais (PDM) dos municípios. "Deviam proteger-se as árvores e devia garantir-se a compensação dos proprietários que as conservem. Actualmente, os proprietários podem arrancar essas oliveiras desde que o entendam", referiu aquele responsável. Em 2007 a comercialização de oliveiras centenárias para viveiros estrangeiros ou do litoral cresceu. A situação ainda não é "preocupante", afirmou António Branco. No entanto, o responsável da AOTAD admite que é tempo de tomar medidas para evitar males maiores, de modo a salvaguardar a paisagem tradicional, cuja subsistência é fundamental na estratégia de venda do azeite. Controlar o fenómenoAntónio Branco não é contra a venda, desde que se tratem de casos de replantação de novos olivais. Antigamente, os agricultores quando procediam a replantações destinavam as oliveiras velhas para a lenha, "mas era um fenómeno controlado", explicou. O presidente da AOTAD não é favorável a que a exportação de oliveiras centenária se torne um negócio, o que poderá levar à devastação dos olivais centenários. "O olival tradicional é uma das riquezas da região, dada a sua história, pelo que deve ser valorizado, criando áreas de protecção como existem para algumas espécies nos parques naturais de Montesinho e Douro Internacional", explicou

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