Uma oliveira é um testemunho vivo de tradição milenar, transportando consigo o sabor das mais antigas civilizações


Uma oliveira é um testemunho vivo de tradição milenar, transportando consigo o sabor das mais antigas civilizações. Estas árvores desempenharam um papel fundamental nas economias mediterrânicas, nomeadamente de Portugal, Espanha, Grécia e Itália, e foram uma presença constante, ao longo dos tempos, em todas as culturas da orla mediterrânica.
Escravo romano trabalhando na apanha da azeitona
A quantidade de referências às oliveiras existentes na Bíblia demonstram a importância que tinham entre os hebreus, de um ponto de vista material e simbólico. Na realidade, a origem da oliveira parece localizar-se precisamente no Médio Oriente, com referências que remontam há 6.000 anos atrás. Não existe um consenso entre os especialistas quanto à proveniência exacta da espécie: se alguns historiadores apontam a Pérsia, outros inclinam-se para o vale do Nilo, enquanto alguns defendem a zona do vale do Jordão. Contudo, a maioria dos estudiosos inclinam-se para a área delimitada entre os rios Tigres e Eufrates, que, ao longo dos tempos, abrigou as civilizações Suméria, Mesopotâmica, Assíria e Árabe, sendo hoje o coração do Iraque.

Os primeiros indícios de cultivo para recolha de azeitona e produção de azeite apontam para a ilha de Creta, em pleno mediterrânico, tal ocorrendo entre os anos 5000 a 2500 a.C. Já os primeiros registos escritos remontam a 2500 a.C., encontrando-se nas tabuletas minóicas, e demonstrando a importância que estas árvores e os seus produtos detinham no mundo dominado pelo rei Minos de Creta.
Tela de Van Gogh dedicada à oliveira
No Egipto antigo o azeite era vastamente utilizado na iluminação pública. Foi nas terras do vale do Nilo que se criaram os primeiros procedimentos mecânicos para extracção de azeite, cujos princípios ainda hoje são seguidos em todo o mundo. Na civilização egípcia o azeite era utilizado na cozinha e era muito apreciado para fins terapêuticos, sendo moda o banho de azeite. Do ponto de vista espiritual, existem provas da utilização de coroas de rama de oliveira nas cerimónias fúnebres, nomeadamente ao nível do próprio Faraó. Foram os fenícios, exímios viajantes, que se encarregaram de disseminar a oliveira pelas costas do Mediterrâneo, a partir de 1600 a.C. Foi assim que chegou às Ilhas Gregas, onde alguns séculos mais tarde viria a despontar a Civilização Grega, que tanto valorizou a oliveira e os seus produtos.

Os seguintes artigos, publicados na imprensa, referem-se à nossa empresa, aos nossos produtos ou a serviços por nós prestados:
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Empresa de Odeáxere tem mais de 70 trabalhadores - Correio de Lagos - 30 Nov 2007 - (ver artigo original)
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Tavira: Quercus critica Câmara por permitir construçãol ilegal - Diário Digital - 19 Ago 2007 - (ver artigo original)
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Árvores algarvias exportadas para Dubai e China - Observatório do Algarve - 16 Dez 2007 - (ver artigo original)
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Outros Links:
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