Silves pioneira na redução de consumo de água


A tele-gestão da rega é uma das formas que a autarquia de Silves tem vindo a implementar para reduzir os consumos desnecessários de água e promover uma gestão sustentável do território. "Saber quanto, como e onde se gasta a água obrigou a subir os degraus da qualidade e inovação", explica o engenheiro Rodrigues, da Câmara Municipal de Silves. O software aplicado pioneiramente pela Câmara Municipal de Silves, no Algarve, foi apresentado pela autarquia, em parceria com a multinacional americana Rainbird, no passado dia 20 de Junho, na FISSUL. Segundo a edilidade, esta já era uma preocupação aquando da "introdução da rega gota-a-gota enterrada, que já cobre 90% das áreas ajardinadas do municipio". A tecnologia, que permite uma melhor gestão dos consumos de água e dos tempos de rega dos jardins, já está em funcionamento em toda a zona ribeirinha da cidade, abrangida pelo programa POLIS. Paralelamente, a zona junto ao Palácio da Justiça e São Bartolomeu de Messines, na Avenida João de Deus, perfazem uma área total de 25 hectares de rega tele-gerida. Segundo a representante da Rainbird em Portugal, "estudos provam que o sistema de ajuste automático diário da evapotranspiração que é usado pelos sistemas centrais de gestão de rega torna efectivo o aumento substancial da poupança de água, numa média de 30% no primeiro ano de utilização". Este tipo de rega implica a colocação de sensores especiais que enviam dados para um sistema informático, recebendo dados de uma estação meteorológica, permitindo uma redução significativa de consumos de água e a detecção de avarias em qualquer ponto do sistema, como um rebentamento ou corte de um tubo ou um problema de falta de pressão da água. O Maxicom 2 é um sistema inteligente autónomo e interactivo, que se baseia em valores reais de evapotranspiração, actualizados diariamente, obtidos através da estação metereológica, a partir de parâmetros como a precipitação, radiação solar, temperatura ou a velocidade do vento. Os dados permitem "regular constantemente os tempos de debitação, poupando água, mão-de-obra e energia", enfatiza a mesma fonte. A estação meteorológica teve um custo de 20 mil euros e o software de 15 mil euros, servindo para gerir toda a extensão de rega implementada ou a implementar futuramente. Os técnicos da autarquia calculam que, “tendo em atenção apenas os 25 hectares de jardim já com o sistema implementado, a amortização da despesa será feita dentro de um ano e meio, apenas através da redução de consumos de água”. O sistema, que começou a ser implantado em Silves, em 2006, deverá ser brevemente aplicado noutras áreas de jardins do concelho, como é o caso do Jardim Municipal de S. B. de Messines, da variante norte de Silves e da frente de mar de Armação de Pêra, podendo ainda ser alargado a outras zonas. Os técnicos da edilidade frisam também a utilização de uma futura rede de estações metereológicas no combate aos incêndios.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Oliveira mais antiga de Portugal nasceu há 3550 anos

Maior baoba do Mundo

PODAS DE INVERNO: TUDO O QUE DEVE SABER