O Governo autorizou a sociedade gestora do Parque Alqueva, empreendimento turístico em Reguengos de Monsaraz, nas «margens» do Alqueva, a abater 6.484
O Governo autorizou a sociedade gestora do Parque Alqueva, empreendimento turístico em Reguengos de Monsaraz, nas «margens» do Alqueva, a abater 6.484 azinheiras, mas os promotores vão compensar plantando 27.700 novas árvores da mesma espécie, noticia a Lusa.
A autorização do abate de azinheiras pelo Governo, através dos Ministérios da Economia e da Inovação e da Agricultura foi publicada, esta quinta-feira, em Diário da República (DR), num despacho que declara a «imprescindível utilidade pública do empreendimento».
O despacho determina, porém, que o abate de azinheiras, até ao número máximo de 6.484 árvores solicitado pela Sociedade Alentejana de Investimentos e Participações (SAIP), liderada por José Roquette, fica condicionado «à execução das medidas compensatórias propostas».
As árvores radicam numa área de cerca de 240 hectares, distribuídos pelas três herdades em que o complexo turístico, que prevê um investimento de mil milhões de euros, vai «nascer»: Roncão d'El Rei, Areias e Postoro.
O despacho governamental lembra que o empreendimento já foi objecto de avaliação de impacto ambiental, de que resultou uma Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada, tendo a SAIP apresentado uma proposta de medidas compensatórias.
Essa proposta contempla a plantação de «21.700 azinheiras em sede de beneficiação de 1.000 hectares por adensamento dentro do Parque Alqueva e de 6.000 azinheiras em sede de arborização de outros 100 hectares».
A SAIP propõe-se, assim, a «plantar um total de 27.700 azinheiras em 1.100 hectares que lhe são pertencentes e que possuem condições edafoclimáticas adequadas», sendo que essa área «excede mais de três vezes o mínimo exigido» por lei.
Projecto de Potencial Interesse Nacional
Além disso, o Governo realça que o projecto, classificado de Potencial Interesse Nacional (PIN), vai abranger uma área total de 2.074 hectares, dos quais só «cerca de 40 por cento» é que correspondem a unidades de exploração.
Numa região como o Alentejo, com uma «taxa de desemprego superior à média nacional», justifica o executivo, o empreendimento revela-se de «extrema importância», até porque estima a criação de 5.111 postos de trabalho, dos quais 2.103 directos e 3.008 indirectos.
Entre outras razões apresentadas, o Governo refere ainda que o Parque Alqueva, com Plano de Pormenor aprovado e publicado, prevê «um modelo de turismo baseado na valorização das condições naturais, na divulgação do património natural e cultural da região e na integração das comunidades locais».
A autorização do abate de azinheiras pelo Governo, através dos Ministérios da Economia e da Inovação e da Agricultura foi publicada, esta quinta-feira, em Diário da República (DR), num despacho que declara a «imprescindível utilidade pública do empreendimento».
O despacho determina, porém, que o abate de azinheiras, até ao número máximo de 6.484 árvores solicitado pela Sociedade Alentejana de Investimentos e Participações (SAIP), liderada por José Roquette, fica condicionado «à execução das medidas compensatórias propostas».
As árvores radicam numa área de cerca de 240 hectares, distribuídos pelas três herdades em que o complexo turístico, que prevê um investimento de mil milhões de euros, vai «nascer»: Roncão d'El Rei, Areias e Postoro.
O despacho governamental lembra que o empreendimento já foi objecto de avaliação de impacto ambiental, de que resultou uma Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada, tendo a SAIP apresentado uma proposta de medidas compensatórias.
Essa proposta contempla a plantação de «21.700 azinheiras em sede de beneficiação de 1.000 hectares por adensamento dentro do Parque Alqueva e de 6.000 azinheiras em sede de arborização de outros 100 hectares».
A SAIP propõe-se, assim, a «plantar um total de 27.700 azinheiras em 1.100 hectares que lhe são pertencentes e que possuem condições edafoclimáticas adequadas», sendo que essa área «excede mais de três vezes o mínimo exigido» por lei.
Projecto de Potencial Interesse Nacional
Além disso, o Governo realça que o projecto, classificado de Potencial Interesse Nacional (PIN), vai abranger uma área total de 2.074 hectares, dos quais só «cerca de 40 por cento» é que correspondem a unidades de exploração.
Numa região como o Alentejo, com uma «taxa de desemprego superior à média nacional», justifica o executivo, o empreendimento revela-se de «extrema importância», até porque estima a criação de 5.111 postos de trabalho, dos quais 2.103 directos e 3.008 indirectos.
Entre outras razões apresentadas, o Governo refere ainda que o Parque Alqueva, com Plano de Pormenor aprovado e publicado, prevê «um modelo de turismo baseado na valorização das condições naturais, na divulgação do património natural e cultural da região e na integração das comunidades locais».
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