Cheiros e sabores do azeite deram-se a conhecer na Praia da Rocha


Sob a batuta da engenheira agrónoma Teresa Zacarias, os hoteleiros e restauradores algarvios descobriram, no dia 21, na Praia da Rocha, os mistérios do azeite, nome proveniente do árabe az-zait, que quer dizer: sumo da azeitona.
A iniciativa foi promovida pela Associação de Hoteleiros e Industriais Similares do Algarve (AHISA) e pela Casa do Azeite, e reuniu, num hotel da Praia da Rocha, cerca de três dezenas de profissionais do sector.O «barlavento» esteve presente e descobriu que 95 por cento da produção nacional é vendida ao Brasil e corresponde a cerca de metade do consumo no país irmão. Mas o «barlavento» também apurou que todos os novos produtores de vinho, da África do Sul à Nova Zelândia, passando pela Califórnia, Austrália e Chile, já começaram a produzir azeite. Os californianos até já conseguiram obter uma azeitona com características próprias, a missionário. Mais alarmante, pelos exemplos de outros produtos, é o facto da China já ter começado a plantar oliveiras com sucesso.Na parte teórica do seminário, foram também abordadas as características das diversas qualidades de azeitonas e como estas influenciam o sabor e cheiro de cada azeite, a exemplo do vinho. E que a extracção a frio produz melhor qualidade, mas reduz a quantidade.Teresa Zacarias disse ao «barlavento» que o grau de acidez, que confere graus de qualidade, como virgem ou extra virgem, só pode ser obtido por processos laboratoriais. Contudo, o azeite é o único produto agrícola cuja prova organoléptica é obrigatória, para poder ser autenticado como DOP (denominação de origem protegida).Na parte prática, foram colocados cinco azeites à prova, para os participantes aprenderem a detectar os sabores e os cheiros. Os aromas que se encontram nos vinhos, como maçã, frutos vermelhos, baunilha ou frutos secos, também estão presentes nos azeites e são despoletados na sua plenitude a cerca de 28 graus centígrados. Tal como os vinhos, na boca, podem ser redondos, agrestes, com mais ou menos taninos, assim existem azeites mais ou menos suaves, com finais mais ou menos longos, fruto do tipo de azeitonas usada no seu fabrico. A título de exemplo, as azeitonas da variedade galega produzem um azeite suave, enquanto a verdeal, típica de Trás-os-Montes, origina um azeite de paladar áspero.

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