Diziam que era das árvores mais altas de Lagos. Se não era, fazia, pelo menos, parte do rol das de maior porte.


Diziam que era das árvores mais altas de Lagos.
Se não era, fazia, pelo menos, parte do rol das de maior porte.
Era daquelas que assentava mesmo bem nesta quadra de Natal.
Era daquelas que assentava mesmo bem nesta quadra de Natal.
Sobretudo se fosse iluminada.
Mas dizem os entendidos que tudo tem um tempo de vida. E as árvores também não escapam a este desígnio. Estava podre e a ameaçar tombar com um temporal um pouco mais forte. Tomou-se, por isso, uma decisão.
A do seu abate.
O ninho de cegonha foi retirado e transladado para um outro lado. Os seus ramos começaram a ser cortados. E, depois, a árvore começou-se a serrar até desaparecer para sempre.Os protestos foram muitos. Os telefonemas começaram a cair na redacção do nosso jornal. Não se queria assistir ao desaparecimento de uma árvore com que todos cresceram e se familiarizaram. Mas a sua doença, apesar do seu porte altivo, acabou por ditar a sua sentença. E assim desapareceu a árvore do ex-ciclo preparatório.
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