Loulé: co-incineração de resíduos vegetais “sim” mas resíduos animais “não”

Loulé: co-incineração de resíduos vegetais “sim” mas resíduos animais “não”
Depois de um processo inicial onde a Autarquia de Loulé disse “não” à co-incineração de quaisquer resíduos na fábrica de cimento da Cimpor, naquele concelho, a edilidade acabou por aprovar o projecto de queima de resíduos vegetais. Ouvido pela Lusa, o presidente da Câmara de Loulé, Seruca Emídio, disse que foi aprovado exclusivamente o projecto de queima de biomassa vegetal, considerando que não se trata de queima de resíduos perigosos. Já o projecto de co-incineração de resíduos animais não foi aprovado. No entanto o homem que representa as Câmaras de Setúbal, Sesimbra e Palmela nos processos contra a co-incineração no Outão, Castanheira Barros, reagiu à notícia com uma espécie de alerta, dando a entender que este poderá ser um caminho sem retorno. “O problema é que a co-incineração dos resíduos banais é a porta de entrada para os resíduos perigosos. Este é o primeiro passo para a cimenteira vir a obter a licença de resíduos perigosos”, considerou o responsável. Castanheira Barros fundamenta as declarações, diz que “se mais tarde a Cimpor solicitar à Agência Portuguesa do Ambiente licença para queima de resíduos perigosos, a Câmara Municipal de Loulé nada pode fazer para impedir”.
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