As árvores, especialmente quando reunidas em florestas, sãos os membros de maior porte do reino vegetal. Parecem-nos eternas, porque a maioria das espécies tem uma existência mais longa do que a dos seres humanos. Partimos do princípio errado de que as suas vidas são calmas, mas tal como os animais, as árvores competem energicamente entre si pelas necessidades vitais, espaço, luz e água.







Embora a sua competição pela sobrevivência seja dificultada pelas secas, pelo fogo e por pragas variadas, as espécies arbóreas possuem numerosos sistemas de defesa: são espantosamente resistentes ( um Castanheiro cujo tronco esteja morto continua a produzir rebentos durante décadas), algumas produzem um produto químico que impede o desenvolvimento de outras espécies nas proximidades.







Afinal, o que é precisamente uma árvore. Os dicionários não fornecem definições satisfatórias. Registam que uma árvore é uma planta vivaz lenhosa, ou seja uma planta com um período de vida mais ou menos longo, formado em parte por tecidos lenhosos e cujo crescimento se prolonga incessantemente. Sabemos que as árvores libertam oxigénio, moderam as temperaturas, fixam o solo e impedem a erosão. são benéficas para todo o mundo animal, incluindo o homem.







Nas florestas e campos de Sanfins pode encontrar diversas árvores sendo as mais comuns: O Sobreiro, Pinheiro Bravo, Carvalho, Choupo, Amieiro, Oliveira, Amendoeira.







A melhor forma de começar a conhecer uma árvore e poder distingui-la de outras, é estudar atentamente a sua folhagem, isso torna-se mais fácil de fazer no final da Primavera e no Verão, altura em que todas as árvores têm folhas.











Carvalho







Embora muitas pessoas não saibam o sobreiro, a azinheira e o carrasco também pertencem à família dos carvalhos. Todos produzem um fruto muito utilizado na alimentação dos suínos, que é a bolota. No nosso país existem 8 variedades de carvalhos, espontâneos. Destacando-se os seguintes:







Carvalho Roble ou Alvarinho - prefere solos profundos e frescos, e é sensível ás secas do verão. por isso é pouco frequente no sul do país. Permite obter madeira de muito boa qualidade, utilizada no fabrico de moveis e construção civil. Como todos os carvalhos tem um crescimento muito lento, podendo atingir mais de 45m de altura.











Carvalho Negral - Predominante nas zonas montanhosas das Beiras e Trás os Montes, mas também se encontra a sul. Pode encontrar-se em altitudes superiores a 1000m de altitude. É resistente ao frio e à geada, não gosta de terrenos calcários. As folhas murcham no Outono, mas demoram muito tempo a cair da arvore. A sua madeira é utilizada em marcenaria, raramente atinge mais de 20m de altura.



Carvalho Cerquinho ou Carvalho Português - É pouco exigente, dá-se bem em solos calcários, suportando bem grandes variações de temperaturas. É mais abundante no litoral. As folhas aguentam ainda mais tempo do que as do carvalho negral, caindo por vezes quase quando as novas folhas estão a nascer. O tronco é direito e a casca acinzentada e pouco espessa. A sua madeira é menos procurada que a das espécies anteriores, mesmo assim é bastante utilizada.











Sobreiro



Sendo uma arvore da família do carvalho, é muito fácil de reconhecer, devido à peculiar casca que possui, a cortiça. Nas arvores em que se procede à sua extracção, normalmente para exploração comercial, o tronco aparece, liso e vermelho escuro. [photogallery/photo12871/real.htm]



O sobreiro distribui-se por todo o país, sendo mais frequente no Alentejo e na terra quente de Trás-os-Montes. Normalmente não tem mais de 20m de altura. Quando são descortiçados desde jovens podem atingir os 150 anos. A importância económica do sobreiro, está patente no facto de Portugal ser o maior produtor mundial de cortiça. A cortiça é utilizada para diversos fins. Como isolamentos térmicos e rolhas. O Sobreiro produz um fruto, a bolota, que é desde à longos anos utilizado na alimentação de gado. A lenha de sobreiro é também muito utilizada nas lareiras das nossas casas.







Amieiro



O amieiro surge por todo o país, ao longo dos cursos de água e zonas húmidas em geral, suportando também terrenos um pouco mais secos. pode atingir os 25m de altura, dá uns pequenos frutos que parecem as pinhas de algumas resinosas.



Como esses frutos se aguentam durante bastante tempo na árvore, ajudam a distinguir o amieiro das outras árvores ribeirinhas. As raízes do amieiro, contêm micro organismos capazes de absorver o azoto da atmosfera, o que aumenta a fertilidade do solo. Em contrapartida estas árvores são muito sensíveis à poluição atmosférica. A madeira de amieiro é fácil de trabalhar e polir, antigamente era muito utilizada para fazer tamancos, mas hoje usa-se mais em utensílios domésticos (garfos, Colheres) e objectos decorativos.







Choupo







O Choupo cresce com grande rapidez. Têm porte elevado, atingindo por vezes mais de 30m de altura, dá-se mal com a sombra e são capazes de ocupar em pouco tempo terrenos abandonados. Em Portugal pode-se encontrar com maior frequência as seguintes espécies de choupos:



Choupo-Comum ou Choupo Negro - Encontra-se muitas vezes ao longo de cursos de água, borda de campos cultivados, caminhos e estradas. No Minho é muito utilizado como suporte paras as vinhas de enforcado. A copa é grande e aberta para os lados, as sua folhas são largas. O tronco é alto e grosso e a casca acinzentada. A madeira usa-se no fabrico de caixas e artigos domésticos.







Choupo Branco - Costuma ter um porte maior que o anterior. O tronco é cilíndrico e menos ramificado. Encontra-se com bastante frequência em parques e jardins. Por vezes é erradamente chamado de Faia Branca. gosta de terrenos frescos e húmidos, quase sempre junto a rios e ribeiros. É uma arvore elegante, e ideal para alinhamentos, tal como algumas variedade de choupo negro. A sua madeira é de melhor qualidade do que a dos outros choupos.







Pinheiro



Apesar de ser quase certo que os pinheiros não fazem parte da nossa vegetação original, a verdade é que as condições do clima e do solo lhes são extremamente propicias, o que muito contribui para que os pinhais constituam, actualmente, uma das principais manchas florestais de Portugal. Existindo diversas espécies de pinheiro destacam-se:







Pinheiro Bravo - Que é o mais difundido, ocupando quase sem interregno toda a faixa litoral do país, desde o Sado ao Minho. Sendo por isso uma das mais típicas e constante paisagem portuguesa. Dá-se bem em quase todos os tipos de solos, é uma espécie intensamente cultivada no nosso país. A este facto não é alheia, certamente, a sua importância económica, já que a madeira do pinheiro bravo tem sido amplamente utilizada na construção, na industria do papel e na produção de resina.







Pinheiro Manso - Embora bastante vulgar, não está tão espalhado como o anterior. É mais exigente, tanto a nível dos solos, como das condições climáticas. Dá-se particularmente bem, em terrenos soltos, de tipo arenosos, e prefere as regiões onde não chova muito. É por esse motivo que é mais fácil de encontrar nos areais pouco húmidos do sul do país. Há 2 maneiras de distinguir o pinheiro bravo do pinheiro manso, uma é pela copa sendo a do primeiro é em forma de pirâmide e a do pinheiro manso é parecida com um sombreiro, a outra é pelas pinhas, as do pinheiro manso são maiores e na arvore ficam viradas para cima, as do pinheiro bravo, crescem viradas para baixo. As duas espécies de pinhas produzem pinhões, embora só os do pinheiro manso sejam comestíveis

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