A Oliveiras (Olea Europea) e a sua utilização;




No inicio deste texto sou obrigado a escrever que não compreendo como se pode ainda nos dias de hoje com uma serie de factores económicos, ambientais, culturais e até políticos permitirem-se que por todo o Mundo fora vamos tentando fazer pedaços de terra com propriedades diferentes das existentes no passado, ou antes porque colocar o “Carmo na Trindade “ força de expressão Lisboeta. Quando criamos (Projectamos e Construímos) um espaço verde e não um jardim parte do principio a definição da palavra ou seja: Não devemos projectar um Jardim mas sim um Espaço Verde com as maiores características de um ECOSSISTEMA, e que sejam de forma a não alterar a nossa paisagem que existia trabalhando com materiais locais reduzindo assim os custos e respeitando-nos num princípio básico de manter a nossa cultura viva. Casos destes são raros e também não vejo a sensibilidade que devia existir por uma serie de factores se analisarmos e observarmos os que movem os principais empreendedores imobiliários os actuais governantes do nosso Pais é os custos são poucos os que ainda os demonstram um pensamento diferente mas existem até aqui bem perto de nós em que passo a citar:
Clube Martinhal (Sagres), Quinta Da Boavista (Golfe e Resort) e Marlagos S.A. – Lagos, Pine Cliffs – Albufeira entre outros, onde o princípio básico de utilização de espécies do nosso clima, cultura e meio estão presentes sendo claras as normas destes empreendimentos turísticos em que se colocam no lugar onde as entidades públicas deveriam se colocar. Por esta forma de estar faço referência a uma Arvore que algo me despertou a quando acordei uma vez a caminho de Espanha (Valência) na compra de OLIVEIRAS, para trabalhos em curso e pensei porque pagar por árvores a 1000km quando existem tantas locais a serem destruídas por uma serie de factores. A minha preferência por estas árvores já era grande por uma serie de factores, como o Azeite no pão e tempero e por significar alguma personalidade nesta arvore quando olhada e apreciada às vistas das nossa perspectivas sem dar dores de pescoço como muitas outras. Confesso que sempre adorei Historia e também não quero marginalizar as outras espécies porque respeito gostos e personalidades, mas claro que as preferências vão para os cinzentos na folha, pelo contraste do tronco recortado e significativo em termos de anos de vida em que cada azeitona traz á nós o seu sangue como oferta de DEUS, tal e qual o Vinho e o Pão seria capaz de almoçar pão e azeitonas e um copo de Vinho se não fosse de altas calorias para a minha dieta, fico me pelo azeite.


São árvores que têm a ver com a nossa cultura, entidade, clima e passado encontrando-se ligada aos nossos ecossistemas com elevadas vantagens ao reino animal, alimentar e ao homem, a dupla vantagem ornamental traduzida em baixa agressão ambiental pela sua rusticidade, facilidade de transplante, baixa manutenção e necessidades hídricas como ainda benefícios alimentares ou medicinais tradicionais e ancestrais únicos só nesta espécie de árvore, melhorando a esperança de vida na prevenção de diversas doenças ao que se comparam com as propriedades de um chá tipo mediterrâneo em nome assim catalogado comparando-se com os chás usados pelos países asiáticos “ chá verde” na sua alimentação e base da longevidade como propriedades do azeite e em especial originário de árvores seculares, atestado na comparação com árvores jovens existindo elevadas propriedades no aumento da esperança de vida e prevenção de doenças variadas. Como exemplo de outras árvores com as mesmas características; Alfarrobeiras, Amendoeiras Figueiras, Romãzeiras entre outras espécies de arbustos existentes na nossa flora. Esta vegetação é muito importante ao movimento migratório de espécies animais e aves que servem de base alimentar e outrora foi de movimentos migratórios ou de fixação de civilizações.

É de referir que enquanto se dizimam enormes quantidades de árvores desta espécie, no Alentejo plantam-se hectares e hectares de outras de alta rentabilidade produtiva espaçadas de metro a metro com a maior e mais alta Tecnologia Mundial, em que Portugal pode agradecer de possuir neste momento e ser do Mundo inteiro o Pais com a mais moderna Tecnologia empregue em Olivais a ver no nosso Alentejo. Claro que muito se tem dito e escrito sobre as propriedades de uma árvore centenária e uma sebe de oliveiras, mas não esqueçamos que a maior parte estaria ao abandono e a ser transformada em lenha contra agora a criação de emprego/riqueza local e terrenos tratados que trarão por arrasto outras indústrias ligadas ao azeite. Se não for tomada uma atitude veremos o nosso Olival fora de Portugal.

A solução está na mudança de atitude de muitos projectistas e empresas do ramo em especial de construção civil e investidores na sua utilização em áreas verdes criando assim pequenos ou grandes ecossistemas fomentando as bases de sustentabilidade, vivencia e qualidade de vida em consonância com o meio que nos rodeia. Além do aspecto visual desta árvore consegue-se como uma simbiose pelo conjunto de mais-valias;
Propriedades alimentares e farmacêuticas.
Aumento da esperança de vida
Manutenção da nossa cultura
Rusticidade e facilidade de Transplante ou obtenção.
Resistência pelo aspecto endémico decorativo e ecológico no aproveitamento de exemplares que seriam dizimados em vez de exportarmos exemplares de palmeiras a valores avultados doutros climas.

Comparando com as Palmeiras que estivemos sujeitos nestes últimos anos e tendo em conta que são uma espécie que em nada nos identificam, registamos que as intenções dos investidores e organismos públicos em geral continuam a ser as mesmas de as utilizar e abusar.

Com o aumento das temperaturas devido às mudanças de clima e a quantidade de Palmeiras seremos mais uma província de Espanha tal e qual um Oásis Atlântico de Palmeiras e Relva em vez de areia e Palmeiras


A única espécie originária do nosso clima é Palmeira Anã: chamaerops humilis .

Algumas Palmeiras são autênticas armas de picos e venenos e corte.

Os aspecto alimentar é escasso podendo analisar que nas espécies utilizadas apenas a Tâmara pode ser nutritiva.

No aspecto sombrio ou criação de sombras factor importante pelo elevado agressividade do sol também não trazem qualquer vantagem assim como ainda desvantagens comuns que nos deparamos com exemplares de crescimentos acelerados que destroem vários tipos de esgotos, pavimentos entre outros.

Insectos como Rhynchophorus_ferrugineus que só dizimam espécies já introduzidas no nosso meio a “Palmeira das Canárias” em casos de exemplares históricos por todo o Pais já registado no Algarve num estado alarmante considerado calamidade ornamental que será muito falado e escrito nos próximos dois meses quando o mesmo eclodir com as temperaturas da primavera e ainda outros insectos tais como mosquitos do Nilo e Dengue, sendo já registada a presença e que se avizinham de consequências evolutivas de maior dimensão motivadas por factores climáticos e das características de resistência destes insectos.

Fungos variados que trespassam outras doenças a árvores e plantas.

Além do choque ou desajustamento visual em tempos de paisagem e flora existente local também impacto ambiental sentiremos num futuro próximo de ver as arribas e zonas do barrocal destruídas pelas propriedades de multiplicidade que trarão outras formas de vida animal e humana passado os Portugueses a ser Moiros e não Mouros, alem de apoiar que se arranquem de locais onde lhes foram destinadas.

As importações são efectuadas deliberadamente não respeitando as normas europeias de fitossanidade e sanitárias em que nalguns casos posso afirmar que constatei na abertura de contentores observar Tarântulas e outros insectos nocivos como animais. As importações efectuadas deliberadamente e também porque não existem condições de fiscalização á altura das importações, apesar dos funcionários das entidades responsáveis efectuarem todas as funções alem das suas capacidades e conhecimentos desempenhando até por carolice e gosto se observarmos as condições cedidas, é certo que algumas empresas utilizam o nosso Pais como porto de descarga e passagem ou entrada sendo de louvar o excelente trabalho que apesar de não ser suficiente os poucos funcionários no nosso Pais desempenham estas funções e outras lhes atribuídas em simultâneo a este tipo de fiscalização.

Falamos ainda de um custo elevado de venda como produto final na questão específica da palmeira em que o comprador em termos gerais dá a sua preferência pela palmeira sem que tome se em consideração um conjunto de factores como os atrás referidos.

No nosso historial de transplantes comercializámos mais de 70.000 oliveiras de tratamento adulto a centenárias ou seja mais de 100 anos e de 20.000 árvores jovens até 100 anos tendo vários destinos na responsabilidade da Oliveiras De Portugal como também por diversas empresas de Viveiros por todo o Mundo que nos tem adquirido com especial contributo da Flor do Sol entre outras, Projectistas, empreendimentos de renome Mundial e no Mundo e varias Empresas Mundiais de Construção de Espaços verdes como a Ecossistemas entre outras.

Locais com Oleas exportadas pela Ecossistemas:

Espanha – Foi o nosso principal mercado tendo os próprios com as compras de terrenos passaram a comercializar directamente. Foram vendidas cerca de 2.000 árvores adultas para viveiros, campos de Golfe e Empreendimentos pela nossa Empresa.
Ásia - Xangai e Pequim; árvores adultas inclusive para os Jogos Olímpicos de 2008. Macau – Alguns exemplares.
Europa – Actual mercado mais forte tal como Alemanha, Europa Leste, Rússia, Bélgica, Holanda, França e Itália, por nestes países alguns deles serem Consideradas espécies protegidas.
América – Brasil – em árvores ornamentais e de produção de azeite.Canadá e Sul dos Estados Unidos
África – Dubai, Marrocos e África do Sul.

Cada árvore bicentenária pode pesar cerca de 8 toneladas a 15.000 toneladas e pode demorar entre 6 a 16 meses até estar totalmente composta em copa. Existe exemplares bicentenários no empreendimento do Sherrattom plantadas pela Ecossistemas.
Existem vários exemplares de árvores com pedras a pesar tonelada só a pedra no meio do tronco, tocas de lebres, raposas, e até houve um caso de um javali a quando desbravamos um Olival., não falando de cobras e ratos que é o prato diário.
Arvores como alfarrobeiras, medronheiros, sobreiros, carvalhos, citrinos, sendo alguns deles considerados espécies protegidas são dizimadas sem que haja coordenação de aproveitamento para o seu transplante em que nalguns casos são exemplares que já deveriam de ter sido classificadas de património nacional.


Locais que recomendo;
http://es.wikipedia.org/wiki/Rhynchophorus_ferrugineus
ecoliveiras.blogspot.com
ecopalms.blogspot.com

Estou também aberto a sugestões opiniões.
ecogrupo@mail.telepac.pt

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